naperon

Duas boas amigas juntam-se para desarrumar os bibelots.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Fechar o ponto.


Sandera - Boa amiga, estava aqui a pensar e acho que o Naperon ficou pronto!

Ana Vicente - Ui e que bem fica na nossa tv. Mas olha... e se fizéssemos antes uma toalhinha?

Sandera - Epá, mas é que já me doem os dedinhos...

Ana Vicente - A sério? A mim, doem-me as cruzes de estar sempre nesta posição. Depois, quer dizer, é sempre a mesma renda, para trás para a frente para trás para a frente. Um ano nisto. Mas gosto da conversa. Hum...

Sandera - A conversa nunca vai terminar, pode é vir noutro formato, seja o pechisbeque, seja o pechiché...

Ana Vicente - Isso faz-me lembrar a canção "Bairro do Oriente", que os Clã têm ao vivo. Maneeeeeeeeeela! De qualquer modo, a letra que li tinha psiché, o que eu tinha dito que era a mente em grego. Bom, mas isso não interessa nada. Tá na hora de mandar as agulhas para o lado, parece-me.

Sandera - Pois, também acho, agulhinhas de oiro que tanto mexeram. Dá um aperto no peito não dá? que estranho...é só 1 blog...

Ana Vicente - Não é só 1 blog, boa amiga! é o nosso blog! um blog espectacular! único, maravilhoso. O blog das boas amigas. O melhor blog do mundo. Podemos pô-lo de lado, mas nunca poderemos jogá-lo fora. Está ali tão bem. Tão lindo. E rosa, tão rosadinho... e eu que nunca liguei para o bordado. Ainda bem que dá um aperto. Tinha de dar. Foi um ano a costurar.

Sandera - A minha irmã perguntou se iamos organizar um funeral :-) eheheh, já que festejamos tudo...

Ana Vicente - E até é uma boa ideia. Mas desta vez nós não íamos. Um funeral é para os outros... eles que se organizem. Os fãs. Pobres fãs... Nós fazemos o desfile. E que belo desfile. Um autêntico Pride's day! Eu e tu a descermos a avenida! O trânsito pára.

Sandera - Ah ah ah isso é garantido! Somos a dupla maravilha. O naperon fica arrumado mas as boas amigas continuam por aí. É pra vida!

Ana Vicente - Ah, mas disso não há dúvidas. Aliás, agora os nossos planos são mais megalómanos - transformar a boa e bela amizade de duas boas amigas num mito!

Sandera - Vão contar-se histórias, vai dar série de tv vais ver. Achas que alguém vai chorar no último episódio?

Ana Vicente - Chorar? Chorar porquê? Sim... vão chorar... mas tb é normal. Eu sei que vou chorar um bocadinho, mas não digas a ninguém. De qualquer modo, vamos também fazer a dança da vitória. E com todos os que estiveram connosco neste último ano. E há sempre o melhor de nós. E o melhor de ti, boa amiga, és tu ao vivo. E o meu melhor está editado, eheheh. A Maneeeeeeela vai sentir a minha falta.

Sandera - Aqui entre nós apetece-me mais fazer a dança só contigo se não te importas... depois danças com quem quiseres :-) Olha vamos lanchar?

Ana Vicente - Ah pois danço, que eu sou uma ganda maluca. Mas a dança é nossa, boa amiga, sempre será. Sim, vamos lanchar. Apaga lá isto!

Sandera - Já tá. Agarra-te a mim para não tropeçarmos no escuro! Bora!

quarta-feira, outubro 26, 2005

Sabes que algo está errado quando...

...estás num sítio público, começa a ouvir-se o famoso "Morango do Nordeste" na sua enésima versão, e alguém amigo te diz "esta canção é a tua cara".

Oh Deus, alguém me acuda!

segunda-feira, outubro 24, 2005

Em síntese

"É isso o que quero dizer: aprendi a viver comigo próprio. E gosto."

Henry Miller, O mundo do sexo

Ser amigo é...

Beber duas cervejas ao fim do dia, numa esplanada com frio. É contares histórias, rires. É ficares sério e ouvires confidências. É não falares a mesma língua, mas falares a mesma linguagem. É não teres medo de tocar sem ser mal interpretado. É afirmar o amor sem pudor.

É dizer "és uma pessoa espectacular", é ouvi-lo sem se sentir enganado.

Há dias em que estou apaixonada pelos meus amigos. Há dias em que, por sentir que esse é um amor tão raro, dou graças por tê-los. Dias que se fecham. Dias que não anunciam o seu amanhã.


Hoje o meu amigo K pagou-me duas cervejas. E valeram ouro. Como ele.

Para fazer hoje alguém contente, seja eu

O FIM DE TUDO

No começo era o fim
agora ai de mim
era bom, era a sós
agora ai de nós
como é que se sai
do eterno ai
como é que se faz
pela paz
que é o nosso bem camuflado
dá-se aquela de emancipado
e some cada um p'ra seu lado
o perfeito casal
habitué da columa social
estrilhou, estrilhaçou
vá lá saber-se porquê
vá lá saber-se porquê
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim
No começo, a paixão
agora essa não
era tudo demais
agora é só ais
que é do amor que aparecia
tão cru na fotografia
que é do amor que se fez
não volta mais a ser feito
vai-se de coração ao peito
cortar pela vida a direito
coração trivial
a afundar em água doce, água e sal
estrilhou, estrilhaçou
vá lá saber-se porquê
vá lá saber-se porquê
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim
No começo é para sempre
agora há quem lembre
a promessa a preceito
de peito ao ar, mão no peito
pelo jeito da mão
ainda é talvez sim, talvez não
mas o fôlego falha-nos
quem nos acode
a parte esquerda do peito explode
e o coração que gire e que rode
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim



Sérgio Godinho (versão com clã, of course)

A quem esteve...

porque gosta de nós, porque gosta do naperon, porque queria estar, o meu obrigado.
É bom estar entre amigos e familiares. A essas pessoas ; e só a essas!; envio o meu amor.
Não sei se vamos ter mais anos de naperon ou se como alguém disse "um ano de blog: já chega!" mas este ano que passou já ninguém nos tira.

Eu recebi uma flor e muitos beijos. Grandes mimos já vos digo!!!

Estou pálida

e ando a falar em grunhidos há 24 horas, mas hoje não posso deixar de vos dar um grande bem haja.
Obrigada aos que celebraram o naperon connosco.

Uma palavra especial para a coragem destas meninas, que conseguiram quebrar os limites da blogosfera e arriscar uma nova abordagem.

E para a prima inês que conseguiu abrilhantar tudo com a sua varinha de condão.

(e mais pessoal, para os meus paizinhos que foram um verdadeiro brilharete)

sexta-feira, outubro 21, 2005

Can't touch me!

Pode chover!
Posso passar uma manhã na segurança social e ser atendida por uma cavaquista, que se auto-denominou "laranja"!
Pode estar um trânsito estúpido!
Podem pôr a minha boa amiga de molho!

Nada me afecta: o naperon faz um ano!

A minha prima disse-me de manhã, perante a minha boa disposição, que parecia que o meu filho fazia um ano. Ou então que era o meu aniversário... mas se fizesse 5 anos. Apesar de ser cáustica, achei que tinha razão. Agora vou fazer a dança da vitória.

De molho

A minha boa amiga sandera pode estar doentinha em casa, engripada e tentando evitar medicamentos, mas também sei que está muito feliz por este nosso aniversário.

Está aqui comigo, com o naperon e com vocês. E, após diversos contactos telefónicos, posso dizer-vos que está sensibilizada como eu (muito!) e agradece as vossas felicitações.

coisa mai linda

Houve uma coisa nova neste ano, essa é que é essa. Um motor, um baú, um sofá, um ringue, um disparate, uma coisa, um blog.

Iamos pela estrada fora e a coisa já estava a matutar. E tu, boa amiga, honra te seja feita, disseste naperon. Estava feito. Escolher template e mais nada. Não sei quantos dias passaram, mas sei que estávamos perto de Sta.Apolónia. Não faço ideia para onde iamos. Também não interessa, porque aí tivémos a ideia.

A ideia do naperon. Não nos interessava nada saber o que era um blog. Era o naperon, pronto. Duas boas amigas fazem um naperon. Com muita renda em que se enredam diariamente. E se a nossa vida dava uma série, por que raio não havia de dar um blog?

Para mim, o naperon foi crescendo, crescendo até mais não. Até se tornar uma comunidade ou uma coisa viva, pelo menos. Um tempo qualquer, muito mais que um espaço. E faz sentido é contigo, minha boa amiga Sandera do coração. Por que nas entrelinhas, tu sabias tudo, sempre soubeste. Por que tu eras, és, toda a gente sabe e repito, a minha boa amiga. Caraças, como nos divertimos e como nos exasperámos e como te repito até à exaustão postei. Como perdemos a cabeça algumas vezes, como duvidámos que afinal a internet fosse esse espaço de liberdade e como nos deixámos de importar. Até ficar isto. Hoje sinto que temos uma bela casa onde nos visitam. As nossas visitas não amachucam o naperon, antes o compõem. Hoje sinto-me em casa. E é contigo que a ponho de pé.

Não sei como é que este post começou. Em que direcção ia. Um ano de naperon é de cair para o lado. Mas principalmente é um ano de vida. Em que um blog passou a ser personagem, mas que continuamos nós a fazer a série. E a vida revelou-nos algo extraordinário neste último ano, boa amiga. Às duas, muitas vezes, de formas muito diferentes.

Por isso, este ano é nosso. Por isso, o brinde que fizermos hoje/amanhã será em primeira mão para a nossa bela e boa amizade. Mas, cá para mim, esse brinde será a ti.

One fucking year!

Ainda não estou em mim, boa amiga!
Um ano de naperon. Estamos de parabéns!

Vou reflectir sobre o assunto...

(e comemorar até mais não)

quinta-feira, outubro 20, 2005

Almoçarando XV - Cúmplices

Eu e a minha boa amiga estamos a andar no Vasco da Gama, a querer fugir, quando duas miúdas a rirem-se e a conversar passam por nós, em sentido contrário.

Sandera (com cara de messenger) - Huh, que feias!

Eu (com cara de vómito) - Huh e adolescentes!

Sandera (enjoada) - Yacks!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Green wing

Há o seinfeld, bem sei, o saudoso sexo e a cidade (oh carrie, miranda, charlotte e samantha!), mas, agora, há o Green Wing. E não há nada a fazer, estou conquistada!
Nem sei bem como hei-de descrevê-la. Diria apenas que as personagens parecem todos o Kramer à inglesa, mas são como nós. Hoje, havia um Cristo que aparecia nas janelas do hospital, médicos à porrada, um falso enforcado, enfim um disparate pegado. Mas, estranhamente (será de mim?), tudo aquilo faz imenso sentido.
A série passa-se num hospital e o mais importante são os jogos na sala de operações (que variam entre um quizshow sobre música pop ou a adopção de sotaques do norte de Inglaterra) e a tensão sexual. Sim, a tensão sexual é fundamental. Estão todos trocados, todos a tentarem foder com as pessoas erradas, todos malucos, mas sem sorte nenhuma. Fazem tudo, tudo, mesmo tudo. São completamente chanfrados. Deus, são a minha cara!

Adoro o Green Wing. Nunca mais vejo outra coisa na vida. I'm hooked!

"como sentir a vida à la miller sem com isso gastar todo o nosso dinheiro e o dinheiro dos outros em alcool e putas" - Post de encomenda

Sem jogo.

Perdidos e achados

"Por que somos nós tão cheios de reserva? Por que não nos damos em todas as direcções? Será por medo de nos perdermos? Enquanto não nos perdermos deveras, não poderemos esperar encontrarmo-nos. Pertencemos ao mundo, e, para entrarmos plenamente no mundo, temos que começar por nos perdermos nele. O caminho para o céu passa pelo inferno, diz-se. Não importa o caminho que tomemos, desde que nos deixemos de cautelas ao avançar."

Henry Miller, O mundo do sexo

BBC Vida selvagem (ali do outro lado do rio) III

Progenitora berra por ajuda (1 hábito já encarado com naturalidade pelos restantes).
Progenitor: Que se passa?
Progenitora: Preciso que me ices.
Progenitor(no meio de 1 gargalhada): Ok, ok dá cá as mãos e põe os pés em cima dos meus. Tás pronta?!
Progenitora: Sim, vá, 1,2,3...
Progenitor(ainda a rir-se): Bolas que isto é um esforço...
Progenitora: Vê a coisa por este prisma, eu fico com varizes e tu com uns belos biceps!!!

Tirar as medidas!

Dantes olhavam-me de alto a baixo.
Agora olham-me de alto a meio!

Dúvida ao sindicato

Será que se me pagassem para escrever para o Naperon, eu teria tanto empenho, tanta disponibilidade mental, tanta vontade, tanto tempo, tanta ponta, tanto amor?
Ou seria como é agora com o meu emprego?

BBC Vida selvagem (ali do outro lado do rio) II

Progenitora no banho grita: PODES CHEGAR AQUIIIIIIIIII?
Progenitor com ar preocupado corre: Que se passa? Ah estão de molho...até me assustei...
Progenitora: Olha é oficial, preciso de ajuda para chegar aos pézinhos.
Progenitor: Eh eh eh oh deus, está bem, dá cá.
Progenitora (enquanto progenitor lhe lava os pézinhos): Quem é que achas que lava os pés ao Jô Soares?
Progenitor sorri.
Progenitora: E aos lutadores de sumo? Bem devem ter alguém responsável pelos banhos, de certezinha...
Progenitor: Já está. Mais alguma coisa?
Progenitora: Não de momento não necessitamos de mais nada. Muito obrigada.

Metáfora de ouro II

És como os brindes da minha família: vai acima, vai abaixo.
Brindes que culminam no para dentro.

terça-feira, outubro 18, 2005

Eu só queria ir fazer xixi...

mas em vez disso fui arrastada pela minha boa amiga para o Art café com o objectivo nobre de ver os clã que lá estariam a almoçar. Eu ainda tentei dizer que não mas o raio da miúda saltava de histerismo e para que serve uma boa amiga senão para se atirar de cabeça nas maluqueiras da outra?! Deixei bem claro que não iria conversar com os clã e lá fomos. Uma a arrastar-se (a grávida) e a outra aos saltos e a fazer perguntas ( a fã nº 1), será que está virada para a porta? será que me vai ver? será que? será que?

Chegámos. Merda, a Manela estava virada de costas e quem nos viu foi o das Patilhas grandes, Helder? será? bem, eu sentei-me que a bexiga estava a rebentar, ela comprou o tabaco e houve uma tensão de apenas alguns segundos. A Ana Vicente decidiu não importunar a sopa da Manela. Sim, porque ser louca é uma coisa, dar razões aos outros para que o saibam é outra.

E voltámos.


(Tudo isto me inspirou para abrir um negócio de Grávida acompanhante de fãs loucos, de filas das finanças, de compras Ikea, de entrada em concertos, de filas de supermercado... o preçário fica para um futuro post. Credibilidade garantida!)

O que não mata...

Dizer a alguém para não fumar, comer porcaria ou não comer nada, dormir mal, beber em excesso, andar em stress (etc) porque isso pode "matar" deixou de ter grande impacto. A resposta é sempre " a vida são 2 dias", "este é o meu único excesso", " é um vício que me dá prazer", "quantas pessoas chegam aos 80 e fizeram isto a vida toda", "um dia destes até deixo". No entanto dizer que determinada coisa engorda isso sim já provoca um efeito diferente. Há quem deixe de comer pão, batatas, etc...assim num ápice.

Usar a expressão "o que não mata engorda" pode dar a um " Epá isso é que não!!!Matar ainda vá que não vá mas ENGORDAR JAMAIS!!!"

Post a piscar o olho ao flirt VII

UM A UM

Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto
Sem perder
Eu quero um a um
Com você
No fundo
Não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer
Canção com você
Em dois
Corpo a corpo
Me perder
Ganhar você
Muito além do tempo regulamentar
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um
Nós dois
Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto
Sem perder
Eu quero um a um
Com você
No fundo
Não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer
Canção com você
Em duo
Pouco a pouco
Me perder
Ganhar você
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um



Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte

Como posso eu

interessar-me pelos outros umbigos quando o meu transborda de dia para dia?!

Tensão instalada

Das duas, uma:
- ou os gatos do pátio se desejam loucamente e estão em preliminares sado-masoquistas;
- ou o gato está a levar um enxerto descomunal da gata (mais velha mais sabida) por se ter atrevido a saltar-lhe para cima.

É que não vos passa pela cabeça a esquerda da pata da frente daquela gata. É cada gancho! Temos dominatrix.

Gostamos mesmo da vida como ela é?

Quando foi a campanha de lançamento da nova imagem da tmn, havia mupis espalhados pela cidade com diversos post-it's. Eram azuis e tinham frases que começavam com "gostamos de...", para culminar no "gostamos da vida como ela é". A minha prima arranjou-me duas preciosidades: um "gostamos de gays" (mais vulgar) e um genuíno "gostamos de naperons". Colou-os no meu carro e por lá estão e estarão enquanto não cairem.

O que é certo é que estão bastante visíveis, do interior e do exterior do auto.

Já duas vezes tive a reacção de pessoas mais velhas que, com cara de messenger, me alertam para a possibilidade de algum gandulo, algum macho latino, alguma má pessoa me dê cabo do carro à conta disso. Eu faço sorriso amarelo e penso "os naperons terão esse efeito nas pessoas?".

Não o fazem por mal. De facto, preocupam-se e as intenções até são boas, mas o medo, o medo fala sempre mais alto.

Gostamos da hipocrisia, do preconceito, do medo? Gostamos mesmo da vida como ela é? Porque a vida tem esse lado, mesmo naqueles que mais gostamos e que até gostam do nosso naperon.

Sim, acho que gosto da vida, como ela é e quando é mais vida. Mas isso não quer dizer que deixe esse lado vencer. Por isso, se me quiserem partir o carro, olhem: "gostamos de carros partidos".